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CRESCE O CONSUMO DE MARCAS PRÓPRIAS
Fonte: Fispal.com / Novembro
de 2007 |
O
consumidor brasileiro opta cada vez mais pelos produtos de
marca própria. Prova disso, é uma pesquisa que
revela o aumento – de 58%, em 2005, para 67%, em 2007
– do número de domicílios em que os moradores
manifestaram ter comprado mercadorias com o nome do próprio
estabelecimento ou de uma marca mantida pelo varejista.
O aumento de nove pontos porcentuais
em apenas dois anos significa que, nesse período,
3,8 milhões de famílias passaram a consumir
marca própria em algum momento, alcançando
29,4 milhões de lares. Os dados fazem parte da pesquisa
“Hábitos e comportamento do consumidor de marca
própria”, da LatinPanel, que mostra a evolução
e as tendências do segmento no País, a qual
foi divulgada esta semana no evento de lançamento
oficial da Abmapro – Associação Brasileira
de Marcas Próprias e Terceirização
(www.abmapro.com.br).
O levantamento tem como base a pesquisa
semanal realizada em todo o País pela LatinPanel,
para acompanhar o comportamento de compra das famílias
brasileiras. Para isso, os pesquisadores do instituto visitam
8,2 mil lares, que representam 82% da população
nacional e mais de 90% do potencial de consumo no País.
O estudo revela dados interessantes
sobre o comportamento dos consumidores de marca própria
e seus perfis. Por exemplo, quem adquire produtos de marca
própria nos supermercados chega a gastar 16% a mais
do que os que disseram não comprar esse tipo de produto.
Na comparação entre as faixas etárias,
quem mais compra são as donas de casa com mais de
50 anos, com um porcentual de 36%. Já entre as mais
jovens, até 29 anos, a penetração é
mais baixa, correspondendo a 16%.
Quanto à classe social, em
comparação ao total da população
brasileira das classes A e B, observa-se uma maior concentração
de compradores de marca própria nesse nicho, com
30%. Por regiões, a Grande São Paulo é
a maior consumidora, ao lado da região Sul, que dobrou
o porcentual dos que “compram sempre” em relação
a 2006.
“A marca própria vem
ganhando bastante força no país, em função
da qualidade e do preço. O objetivo da Abmapro é
justamente impulsionar ainda mais o setor, tornando-se uma
entidade representativa não só dos vários
envolvidos na cadeia produtiva, mas também dos consumidores
finais”, afirma Neide Montesano, presidente da Abmapro.
O levantamento da LatinPanel também
detecta o grau de satisfação com relação
aos produtos de marca própria. Qualidade e preço
são os fatores melhor avaliados. Os consumidores
das classes A e B, com 72%, e os residentes na região
Sul do País, com 81%, são os que consideram
as marcas próprias com melhor qualidade. Também
na região Sul o preço é considerado
ótimo e bom para um maior número de pessoas
(80%). Um dado curioso é que apesar das classes D
e E serem as que menos consomem mercadorias de marca própria
são as que as consideram importante em maior número
(23%). As razões para não comprar não
estão relacionadas ao preço, já que
é indicado por apenas 3% desse grupo de consumidores.
As principais são “não encontrar”
(51%) ou “não ter conhecimento” (28%).
Já na escala de serviços que o supermercado
deve tornar disponível ao cliente, “possuir
marcas próprias”, com 22%, ganha de “vender
produtos orgânicos”, com 16%, e de “oferecer
pratos prontos”, com 14%.
O estudo também aponta dados
gerais sobre os consumidores. Revela, por exemplo, que as
despesas com gêneros de largo consumo correspondem
a 28% do total do gasto médio mensal. Quando o cliente
vai às compras no supermercado, os alimentos correspondem
a 73% dos produtos, os itens de higiene, 14%, as bebidas,
7%, e limpeza, 6%. A proximidade do estabelecimento está
entre os fatores mais importantes para a escolha do canal
de compra. 22% das donas de casas são “buscadoras”
de preço e promoção.
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