Aumentar a produção
nacional de trigo para 7,1 milhões de toneladas,
o equivalente a 60% do consumo, até 2012, é
uma das propostas do Plano Qüinqüenal de Apoio
à Triticultura que está sendo discutido pelos
representantes da cadeia produtiva do trigo. O assunto foi
debatido durante a 18ª reunião ordinária
da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Culturas
de Inverno, nessa terça-feira, dia primeiro de abril,
em Brasília.
Os representantes do governo, dos
produtores rurais e da indústria moageira terão
até o dia 15 de abril para apresentarem sugestões
ao Plano. De acordo com o diretor de Comercialização
e Abastecimento, da Secretaria de Política Agrícola
(SPA), do Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (Mapa), José Maria dos Anjos, as
medidas propostas para incrementar a produção
do trigo "diminuirão a dependência com
as importações de trigo". No ano passado,
o Brasil importou cerca de 6,6 milhões de toneladas,
principalmente da Argentina.
Outro assunto apresentado na reunião
foi a criação do pólo de produção
tritícola na região central do País,
que contribuirá para elevar a produção,
com destaque para o trigo irrigado, avalia o diretor. "O
pólo cria alternativa para os produtores do Cerrado,
principalmente, para a rotação de cultura",
disse José Maria dos Anjos.
Também será criado
um grupo de trabalho para propor novas normas de classificação,
padronização e qualidade do trigo. "A
normatização do padrão de qualidade
para o trigo é importante para que o setor se adapte
às exigências do mercado consumidor",
afirmou.
O reajuste do preço mínimo
de garantia para o trigo, segundo o diretor, está
sendo tratado na área econômica do governo
e será encaminhado voto ao Conselho Monetário
Nacional. Atualmente, o preço mínimo do trigo
tipo 1 está estipulado em R$ 400 a tonelada para
a região Sul e R$ 450 para o Sudeste e Centro-Oeste.
As informações foram divulgadas pelo Ministério
da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento.