A
proximidade do verão, período de maior consumo
de refrescos em pó, já despeja adrenalina na
indústria e no trade para os embates no ponto de venda.
Com 60% do movimento da categoria concentrados no período
de setembro a março, os fabricantes aguardam ansiosamente
o desembarque da primavera para invadir com as novidades que
“ferverão” nas prateleiras no pico da temporada
do calor. “O crescimento do giro é diretamente
proporcional à elevação da temperatura”,
confirma a gerente de marketing da Unilever, Fernanda Tamate.
A empresa é detentora da marca
Frisco, que disputa o filão com um portfólio
de 11 sabores regulares e nove versões light. “Inclusive,
desenvolvemos ações para lembrar o consumidor
que é o momento de consumir mais líquidos”,
reforça. A Unilever já prepara várias
atividades para ativar a marca Frisco.
A Ajinomoto lança grande
campanha na mídia impressa, sob o mote de “FIT,
a melhor forma da fruta”. A peça publicitária,
veiculada até outubro em revistas semanais, femininas
e de celebridades, oferece de brinde saches do refresco
em pó. “Queremos preparar o mercado para o
verão”, justifica a coordenadora de marketing
da empresa, Adriana Moucherek. “A visibilidade no
varejo é crucial. São mais de 50 grifes disputando
a preferência do consumidor”, afirma a executiva.
Com 60% das vendas comprimidas entre setembro e março,
a goiana GSA (Gama Sucos e Alimentos) já reservou
espaço na mídia para promover as marcas de
adoçados Refreskant e Icebel no próximo verão.
Com 70% do faturamento extraído
das linhas de refrescos em pó, a General Brands (GB)
pega carona na soleira do verão para incluir a marca
Fructus no portfólio. O diretor Isael Pinto assegura
que o lançamento prima pela melhor relação
custo/benefício no gênero, pois o pacote de
20 gramas rende dois litros de suco. Com preço sugerido
ao consumidor de R$ 0,43, a bebida sobe às gôndolas
nos sabores de uva, morango, abacaxi, laranja, manga, caju,
maracujá, e salada de frutas.
A consultoria ACNielsen fez uma
radiografia do setor no varejo e descobriu que no ano passado
a categoria movimentou 2,8 bilhões de litros no país,
o que representa uma alta de 15% em relação
a 2004 e de 38% se comparado a 2001. Quando o parâmetro
é a receita o crescimento é ainda mais visível.
O faturamento de 2005 foi de R$ 1,13 bilhão de reais,
o que dá 20% de elevação se comparado
ao ano de 2004 e 106% se comparado ao faturamento em 2001.
“O que mais influenciou nesse
aumento foi o crescimento da qualidade dos produtos. Hoje
são mais elaborados, enriquecidos com vitaminas e
polpas de fruta com sabor cada vez mais equiparável
ao suco natural em termos de consistência e paladar.
Além de oferecer praticidade e baixo custo por litro”,
sintetiza o gerente de vendas da Casadoce, Henrique Tolino.